Vale tudo nos reality shows Big Brother Brasil e Troca de Família: “Vamos celebrar a estupidez humana”


O reality show Big Brother Brasil, já fez de tudo para humilhar os participantes e como conseqüência aumentar a audiência, de restrições alimentares a aprisionamento em gaiola, entre outras torturas físicas, mas ate a nona edição, nenhum participante tinha desistido de participar e abrir mão de concorrer ao premio principal.

Nada se compara, contudo, a uma novidade da nona edição, que fez o primeiro participante desistir do programa; A tortura psicológica, utilizando a mesma técnica de privação sensorial usadas nos interrogatórios da CIA para extrair confissões.

O “quarto branco”, um cubículo de 4,5 por 5 metros, das paredes estofadas à mobília, tudo lá era branco inclusive as roupas dos enclausurados, e iluminado por lâmpadas continuamente acesas, os participantes deveriam ficar isolados nele e só poderiam sair se um deles desistisse ou se o nome que indicaram ao paredão fosse eliminado pelo público.

Dava a entender aos participantes que se o indicado por eles não saísse naquela semana pela votação da audiência, eles ficariam lá por tempo indeterminado, como conseqüência, sem conseguir dormir e com expressão de desespero, Leonardo Jancu desistiu e pediu pra sair, não resistiu nem dezoito horas. “Tive tontura, claustrofobia e falta de ar”

O Ministério Público do Rio de Janeiro analisa denúncia de que o programa teria enveredado pela tortura psicológica. A Globo nega, sob o argumento de que os participantes poderiam sair quando quisessem.

Troca de Família
Já que busca pela audiência “vale tudo” o reality show da Record: Troca de Família, contrapôs os costumes de um lar argentino aos de uma família negra brasileira. “Como quase não há negros na Argentina, nós esperávamos reações racistas“, diz o diretor Johnny Martins, não deu certo, a mãe brasileira se deu bem com os argentinos e o produto final foi um programa morno.

Em outro episodio uma palmeirense fanática assumiu o lugar da esposa do presidente da maior torcida organizada do Corinthians, a presença da mãe palmeirense vestida com camisa do Palmeiras na quadra da torcida rival causou tanto tumulto que ela teve de ser retirada às pressas.

Num programa que vai ao ar em breve, apela-se para o bizarro: uma senhora católica passa uns tempos com um praticante de sadomasoquismo e seus filhos, que vivem numa boate paulistana em meio a jaulas, correntes e escravos sexuais.

Te tanto procurar tumultos e brigas a Record ganhou uma “bomba”, Deborah de Carvalho Prado, 46 anos, backing vocal e percussionista do grupo Made in Brazil, a cantora trocou de lugar com a mãe de uma família de anões de Itabaianinha, em Sergipe, cidade famosa por sua grande população de anões.

Durante a captação das cenas para o programa Deborah sofreu com a exposição de um caso extraconjugal do marido, o roqueiro Oswaldo Vecchione, casados há 19 anos, tinha um filho de 17. A crise no relacionamento teria se acentuado, Deborah tinha histórico de depressão e se suicidou semanas depois da gravação, se enforcou amarrada ao ventilador de teto do quarto do casal, num condomínio fechado na cidade de Atibaia.

Os bispos da Record ainda não decidiram se vão autorizar a vinculação desse episódio, se aprovado, deve ir ao ar em abril. Para conseguir MAIS audiência, já que “pode tudo” eles deviam colocar na propaganda assim “ assistam os últimos dias da roqueira que se matou logo após o programa”

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