Satélite espião deve cair na Terra até março, diz Pentágono


O satélite espião norte-americano que perdeu força e propulsão deve cair na Terra até março, anunciou nesta segunda-feira (28) um dos porta-vozes do Pentágono, Bryan Whitman.

A queda do satélite está gerando preocupações sobre a possibilidade de contaminação da atmosfera no local do impacto. O receio vem aumentando principalmente devido ao segredo que rodeia o programa.

O Pentágono não confirma a data exata e nem o possível local da queda. “Estamos acompanhando a situação. Nós levamos a sério nossas obrigações relativas ao espaço, que é crucial para a defesa nacional”, disse.

No domingo (27), o Pentágono confirmou que o satélite estava a ponto de abandonar sua órbita. “O Departamento de Defesa está seguindo atentamente a situação”, informou a tenente-coronel Karem Finn à France Presse.

A oficial se recusou a comentar a suspeita de que o satélite contém substâncias tóxicas, mencionada pela imprensa norte-americana, nem disse de que tipo de satélite se tratava.

Os Estados Unidos contam com uma rede de satélites espiões no espaço. As características destes aparelhos, que podem custar mais de um bilhão de dólares, constituem segredo de Estado.

Para atender as necessidades militares, os satélites espiões necessitam de uma reserva de energia maior que a dos demais aparelhos que orbitam o planeta. Por isso, alguns especialistas afirmam que eles teriam de ser abastecidos com energia nuclear ou hidrazina, substância química altamente tóxica.

Em janeiro de 1978, um satélite espião soviético (Cosmos 954), movido por um reator nuclear, caiu em uma imensa área desértica no norte do Canadá.

“Muitos satélites saíram de suas órbitas no passado e caíram sem causar danos. Nós planejamos todas as opções disponíveis para mitigar eventuais danos que sua queda possa causar”, afirmou no sábado o porta-voz do Conselho de Segurança Nacional da Casa Branca, Gordon Johndroe.

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