Novo anticoncepcional de emergência "pílula do dia seguinte" com efeito de até 5 dias após a relação sexual


Todos os anos 80 milhões de mulheres no mundo inteiro engravidam sem planejar. Delas, 60% optam por interromper a gestação – boa parte de forma bastante arriscada.

Vinte milhões dos abortos realizados anualmente são conduzidos, segundo a Organização Mundial de Saúde, por pessoas despreparadas e em lugares sem os cuidados mais básicos de higiene e segurança. Tais descuidos matam a cada ano quase 70.000 mulheres.

No Brasil, o número de abortos clandestinos são estimados em 1 milhão por ano, incluindo o uso do medicamento Cytotec e práticas medievais como a introdução de agulhas de tricô que perfuram o útero, atingindo muitas vezes a bexiga ou o intestino da gestante.

Criado para o tratamento de úlcera gástrica, mas frequentemente usado como abortivo o Cytotec (misoprostol) fabricado no Paraguai e o Misoprost-200 (genérico do produto fabricado na Índia) esses medicamentos são proibidos a venda no Brasil mas são encontrados em “bancas de camelôs” como todo importado ilegal sem garantia algum de legitimidade.

Esses números já foram piores, mas desde 2002 as chamadas “pílulas do dia seguinte” são Distribuídas pelo Ministério da Saúde e evitam 30% dos abortos clandestinos no país. Tomadas até 72 horas depois da relação sexual, elas apresentam uma alta taxa de eficácia na prevenção de uma gravidez indesejada.

Leia: Aborto on-line: Site de ONG Holandesa Vende Coquetel Abortivo

ANTICONCEPÇÃO DE EMERGÊNCIA

A anticoncepção de emergência é empregada para prevenir a gravidez após uma relação sexual acidentalmente desprotegida. O chamado sexo casual, a ruptura ou deslocamento da “camisinha”, o descontrole do parceiro na prática do coito interrompido (ejaculação intravaginal) e o estupro.

É feito a base de doses fortes de hormônios (levonorgestrel) que impedem a ovulação e a mobilidade dos espermatozóides no útero, impedindo a fecundação e, consequentemente, a gravidez.

Este método não interrompe uma gravidez que já se tenha iniciado, logo não é abortivo.

Caso haja vômitos até 3 horas após sua ingestão, é preciso repetir o uso da dose. Se o vômito se repetir a pílula pode ser colocada dentro da vagina para absorção direta.

MEDICAMENTOS A BASE DE LEVONORGESTREL COMERCIALIZADOS NO BRASIL

São os mais comuns, devem ser tomados o mais rápido possível ou ate 72 horas após a relação sexual, são comercializados em embalagens com 1 ou 2 comprimidos.

Embalagens com 2 comprimidos: O segundo pode ser tomado junto com o primeiro ou após 12 hs após o primeiro, para evitar efeitos colaterais da dosagem concentrada, recomendado para algumas mulheres)

1 comprimido

  • Postinor Uno® (Aché)
  • Pozato Uni® (Libbs)

2 comprimidos

  • Postinor 2® (Aché)
  • Pilem® (União Química)
  • Pozato® (Libbs)
  • Nogravide® (Hebron)
  • Minipil2-Post® (Sigma Pharma)
  • Diad® (Simed)
  • Poslov® (Cifarma)
  • Prevyol® (Legrand/Sigma Pharma)

Outros medicamentos a base levonorgestrel (não são distribuídos no Brasil)

  • NorLevo®
  • Vikela®
  • Unofem®
  • Vika®

ellaOne®, A NOVA GERAÇÃO DE ANTICONCEPÇÃO DE EMERGÊNCIA

Recentemente, o laboratório francês HRA Pharma lançou no mercado europeu uma versão mais duradoura da “pílula do dia seguinte”, que pode ser tomada até cinco dias depois do sexo sem proteção.

Sob o nome comercial de ellaOne®, a nova pílula está em análise na FDA, a agência americana de controle de medicamentos, e por enquanto não esta disponível no Brasil.

O efeito mais prolongado da ellaOne® explica-se por seu mecanismo de ação. Em relação a suas antecessoras, ela é a única a agir diretamente sobre a progesterona, inibindo a sua atuação.

Na dosagem prescrita, uma pílula de 30 miligramas de acetato de ulipristal (seu princípio ativo) evita ou retarda a ovulação.

Quando tomadas nos 3 primeiros dias depois da relação sexual a nova pílula previne 85% das gestações, eficácia semelhante aos outros contraceptivos orais de emergência, quando tomadas no 4° ou 5° dia a taxa de eficiência é de 61%.

O ellaOne® revelou ser mais eficiente do que as outras pílulas do dia seguinte a base de levonorgestrel. O ensaio avaliou 1700 mulheres, entre os 16 e os 36 anos, e concluiu que só 1.8% das utilizadoras de ellaOne® corriam o risco de engravidar, número que crescia para 2,6% com os restantes pílulas.

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