Kits de farol xênon terão que ser retirados dos carros


kit-farol-xenon.jpgDois reatores e duas lâmpadas, que custavam R$ 1,8 mil, há dois anos, hoje saem por menos de R$ 300. Testes feitos em um laboratório mostram que a lâmpada branca comum e o farol xênon original de fábrica emitem um facho de luz bem definido, o que não acontece com o kit xênon colocado depois nos carros.

O problema é a substituição de lâmpadas. O corpo do farol original é desenvolvido para um tipo específico de lâmpada. A de xênon exige um projeto calculado para ela, e kit nenhum oferece isso.

Polêmico, o farol de xenônio entrou na mira do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), que editou uma série de medidas para evitar que a guerra de luzes se transforme em acidentes. A partir de 1º de janeiro do ano que vem, serão exigidos equipamentos sofisticados para circular com esse tipo de farol.

A Resolução 294 do Contran diz que só poderão rodar com faróis xênon carros que tiverem um sistema que regula a altura das lâmpadas, quando há desníveis na pista ou sobrecarga no porta-malas. Um equipamento impede que o facho do farol suba e ofusque outros motoristas. Também passam a ser obrigatórios os limpadores de farol, para que uma sujeira não mude a direção do facho de luz.

Essas tecnologias vêm instaladas de fábrica em carros luxuosos, mas não estão nos kits de adaptação vendidos no Brasil. Por isso, na prática, quem instalou os faróis de xênon, depois de comprar o carro, vai ter que tirá-los.

Segundo o Contran, o desrespeito à norma é considerado infração grave, que prevê multa de R$ 127 e retenção do veículo.

Fonte: Jornal Nacional

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